Palmas intensificou as ações de combate à leishmaniose visceral, conhecida popularmente como calazar, após 581 cães apresentarem resultado positivo para a doença em 2026. A mobilização ocorre durante a Semana das Leishmanioses e também envolve medidas de prevenção para animais e moradores.
Nesta terça-feira (18), agentes de Combate às Endemias (ACEs) estiveram nas quadras Arso 151 (1503 Sul) e Arso 131 (1303 Sul), onde realizaram o encoleiramento de cães e ofereceram vacinação antirrábica para cães e gatos.
A programação teve início na Unidade de Saúde da Família (USF) Satilo Alves de Sousa, na Arso 111 (1103 Sul), e conta também com a participação da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebem).
Mais de 16 mil cães receberam coleiras
Segundo dados do Município, 16.655 cães foram encoleirados no primeiro semestre de 2026 em áreas consideradas estratégicas da Capital.
No mesmo período, 4.207 cães foram testados para leishmaniose visceral canina. Desse total, 581 tiveram resultado positivo, o que representa uma prevalência de 13,8% entre os animais monitorados.
Além do encoleiramento e da vacinação, a programação prevê serviços de castração para cães e gatos.
Palmas registra quatro casos em humanos
A preocupação também envolve a ocorrência da doença em pessoas. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam quatro casos confirmados de leishmaniose visceral em Palmas em 2026.
Segundo as informações divulgadas, dois desses casos estão associados à coinfecção pelo HIV.
No ano passado, Palmas registrou três casos confirmados da doença, sendo um deles também relacionado à coinfecção pelo vírus.
Agentes reforçam prevenção nos bairros
Durante as visitas, os agentes orientam os moradores sobre os cuidados necessários para reduzir os riscos relacionados à doença.
Moradores das regiões atendidas destacaram a importância de receber os serviços diretamente nos bairros. Leandro Ribeiro da Silva, tutor de dois cães, afirmou que as equipes realizam visitas frequentes e acompanham a vacinação e a troca das coleiras.
A estudante Geovana Mirandella também acompanhou o atendimento do filhote Dan, de quatro meses. Para ela, a realização dos serviços próximo às residências facilita o acesso às medidas de prevenção.
As ações da Semana das Leishmanioses seguem em diferentes regiões de Palmas, com atividades educativas e estratégias voltadas à prevenção e ao controle da doença.
Fonte: Jornal Sou de Palmas

