A Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus) começou a organizar a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina na rede municipal. A mudança faz parte da estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o acesso à insulina de ação prolongada.
A substituição não será feita de forma automática. Segundo as informações divulgadas pela Semus, os pacientes passarão por busca ativa, avaliação médica, prescrição e acompanhamento individualizado antes de iniciar o novo tratamento.
Quem pode ter direito à nova insulina?
De acordo com os critérios do Ministério da Saúde informados pela secretaria, o público-alvo é formado por:
- pessoas de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1;
- pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A indicação da insulina glargina dependerá de avaliação clínica e prescrição médica.
Inicialmente, a Semus prevê atender 60 pacientes. A quantidade deverá ser ampliada conforme o Ministério da Saúde encaminhar novos kits, que incluem a insulina, caneta reutilizável e agulhas.
Como será feita a mudança
As equipes das Unidades de Saúde da Família (USFs) deverão realizar a busca ativa dos pacientes que se enquadram nos critérios. Os selecionados serão chamados para uma consulta médica.
Durante a avaliação, o profissional verificará as condições clínicas e a necessidade de substituir o tratamento. Quando houver indicação, será emitida uma nova receita de insulina glargina seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
O paciente também receberá orientações sobre o novo tratamento, incluindo cuidados para identificar e prevenir episódios de hipoglicemia.
Retirada terá orientação farmacêutica
Depois da prescrição, a insulina deverá ser retirada na farmácia indicada pela equipe de saúde. Para isso, o paciente precisará apresentar receita válida, cartão do SUS e caixa de isopor com gelo para o transporte adequado do medicamento.
Além da insulina, serão fornecidas caneta reutilizável, agulhas e materiais para acompanhamento da glicemia.
No momento da retirada, o farmacêutico deverá explicar como utilizar a caneta, a forma correta de aplicação, o armazenamento e o descarte da insulina.
Pacientes terão acompanhamento após a troca
Após começar a utilizar a glargina, o paciente deverá medir a glicemia capilar conforme a orientação da equipe de saúde e registrar os resultados.
As informações serão analisadas durante a consulta de retorno. Nessa etapa, o médico avaliará a resposta ao tratamento, a adesão, a técnica de aplicação e possíveis intercorrências.
A Semus também informou que profissionais como médicos, farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros participarão do processo de transição, que será ampliado gradualmente conforme a chegada de novos kits.
Fonte: Gazeta do Cerrado

