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Greve dos Correios afeta entregas no Tocantins; veja o que muda

Trabalhadores dos Correios realizam uma paralisação no Tocantins, com impactos principalmente na distribuição de encomendas. Apesar da greve, as agências continuam abertas para atendimento ao público e postagem de objetos.

O movimento começou no dia 11 de setembro e, segundo o sindicato da categoria, deve seguir até o dia 21, data prevista para o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Agências continuam funcionando

Em Palmas, as unidades de atendimento dos Correios permanecem abertas normalmente. Os serviços de postagem também continuam disponíveis.

Já o Centro de Tratamento e Distribuição Domiciliar, responsável pelo encaminhamento de correspondências e encomendas, está praticamente parado. O Centro de Tratamento de Encomendas segue funcionando parcialmente, permitindo que parte dos objetos postais seja entregue.

Com isso, os prazos podem ser afetados, principalmente em encomendas destinadas a outros estados e na circulação de objetos pela rede nacional.

O que está funcionando

O que pode sofrer atrasos

Trabalhadores reivindicam reajuste e manutenção do plano de saúde

Segundo Ana Patrícia Fernandes Maciel Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Tocantins, a categoria reivindica a manutenção das cláusulas do último acordo coletivo, reajuste pela inflação e a preservação do plano de saúde.

De acordo com a sindicalista, a manutenção do plano de saúde é um dos principais pontos das negociações. Ela afirma que os trabalhadores teriam aberto mão de ganhos salariais nos últimos anos para garantir a continuidade do benefício.

Ainda segundo a representante, a adesão dos principais centros de tratamento estaria comprometendo o fluxo de encomendas em diferentes regiões do país.

Correios adotam plano de contingência

Os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade para tentar reduzir os impactos da paralisação. Entre as medidas estão o deslocamento de empregados administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de entregas.

A estatal também informou que o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade durante a greve, incluindo trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte e distribuição.

Os Correios afirmaram ainda que entraram com pedido de dissídio coletivo após o encerramento das negociações sem acordo. O julgamento está marcado para 21 de setembro, às 13h30.

Segundo a empresa, ainda existe possibilidade de acordo entre as partes antes da análise do dissídio pelo tribunal.

Fonte: G1 Tocantins

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