O indicador de educação para as relações étnico-raciais (Erer) apresentou avanço de 8,5 pontos na Região Norte entre 2024 e 2026, segundo dados do Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC).
O levantamento aponta que a média geral dos indicadores passou de 25,8, em 2024, para 34,3, em 2026. O Tocantins faz parte da região, ao lado de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.
Os dados divulgados pelo MEC, porém, apresentam os resultados consolidados da Região Norte e não detalham o desempenho individual do Tocantins. Dessa forma, não é possível determinar, a partir desse levantamento, quanto o estado avançou especificamente no período.
Indicadores apresentam avanço
O diagnóstico avalia aspectos relacionados à implementação de políticas de equidade racial nas redes municipais de ensino. As notas variam de zero a 100 e consideram áreas como institucionalização das políticas, gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento.
Na Região Norte, o indicador de institucionalização passou de 37,1 para 55,3 pontos entre 2024 e 2026. O índice considera a existência de estruturas e mecanismos destinados à coordenação e ao desenvolvimento de políticas de equidade racial.
O financiamento também apresentou avanço, passando de 24,7 para 43,7 pontos. Já o indicador de avaliação e monitoramento subiu de 41,7 para 56,7.
Na formação de profissionais da educação, a pontuação passou de 19,7 para 27,9. Em materiais didáticos, o índice avançou de 23 para 28,6 pontos.
O indicador relacionado à gestão teve uma variação menor, passando de 25,5 para 27,4 pontos.
Política busca reduzir desigualdades nas escolas
Os resultados correspondem ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).
A política é desenvolvida em colaboração entre União, estados e municípios e prevê ações voltadas ao enfrentamento das desigualdades raciais no ambiente escolar.
A educação para as relações étnico-raciais busca valorizar a diversidade, combater o racismo e reduzir diferenças de aprendizagem entre estudantes negros e brancos.
Diagnóstico ouviu secretarias de Educação
Para elaborar o levantamento, foram encaminhadas 44 perguntas às secretarias de Educação dos estados, municípios e do Distrito Federal. Desse total, 32 questões trataram da educação para as relações étnico-raciais e 12 abordaram a educação escolar quilombola.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de Educação ou, no caso dos municípios, pelas prefeituras.
Com base nas informações apresentadas, o diagnóstico estabeleceu indicadores para áreas como gestão, formação profissional, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento.
Segundo o MEC, o questionário e os indicadores foram elaborados com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Fonte: Jornal Sou de Palmas

