Cotidiano
Cão da PM que ajudou a apreender 3 toneladas de drogas é homenageado após morrer no Tocantins
O cão policial K9 Raio, da raça pitbull, recebeu uma última homenagem de policiais militares após morrer por complicações de saúde em Gurupi, no sul do Tocantins. O animal atuou durante anos no Canil da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar e, segundo a corporação, participou de operações que resultaram na apreensão de mais de 3 toneladas de drogas.
Raio também era treinado para localizar armas, buscar pessoas em áreas de mata e participar de ações sociais com crianças e idosos. Durante a carreira, trabalhou em operações conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal e Polícia Civil.
Após ser aposentado, o cão foi adotado pelo policial rodoviário federal João Eudes Duarte Neves, com quem viveu durante os últimos cinco anos.
Segundo o policial militar Bruno Xavier, os agentes decidiram prestar uma última homenagem após saberem que Raio estava bastante debilitado.
“Após o tutor nos comunicar que ele estava muito debilitado, decidimos que deveríamos prestar essa última homenagem ao cão que muito nos auxiliou e prestou grandes serviços à comunidade tocantinense e brasileira”, contou.
Após a morte, os policiais fizeram uma última continência ao animal. Raio foi sepultado em uma área reservada do Canil da Força Tática do 4º BPM, em Gurupi. A intenção, segundo os policiais, é construir um memorial no local para preservar a história do cão.
Recordista de apreensões
Raio era considerado um cão de tripla aptidão, com treinamento para atuar na localização de drogas e armas, buscas em áreas de mata e captura de pessoas.
De acordo com Bruno Xavier, o animal ajudou na apreensão de mais de 3 mil quilos de entorpecentes durante o período em que esteve em atividade.
A parceria com outras forças de segurança também marcou a trajetória do cão. Foi durante operações conjuntas entre a PM e a PRF que João Eudes conheceu Raio.
O policial rodoviário contou que, apesar de não ser o operador do animal, a convivência durante as ocorrências fez surgir uma relação de proximidade.
Quando a Polícia Militar decidiu pela aposentadoria de Raio, João Eudes teve a oportunidade de adotá-lo.
Últimos anos em família
Longe das operações policiais, Raio passou a viver como cão de companhia e convivia com os filhos do tutor.
João Eudes descreveu o animal como dócil e brincalhão, especialmente com as crianças da família.
Segundo o tutor, Raio já apresentava problemas de saúde quando foi adotado e precisou passar por tratamentos durante a aposentadoria. Nos últimos dias, porém, o quadro se agravou, ele deixou de se alimentar e passou a sentir dores.
O cão morreu na segunda-feira (24), aos cuidados do tutor.
“Eu senti muito e ainda sinto. Está tudo muito recente e a dor da despedida é extremamente dolorosa”, afirmou João Eudes, ao lembrar os últimos momentos de Raio.
Fonte: G1 Tocantins
