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Cotidiano

Umidade cai a 18% em Palmas e mais de 200 casos respiratórios são registrados

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Foto: Eduardo Lobo

Palmas segue em alerta para os efeitos do tempo seco durante o período de estiagem. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) apontam que a umidade relativa mínima chegou a 18% na última semana, enquanto foram registrados 213 atendimentos por doenças respiratórias na Capital.

As informações fazem parte do Boletim Informativo Semanal do Vigidesastres, referente à Semana Epidemiológica 33, entre os dias 16 e 22 de agosto de 2026. Durante o período, a umidade mínima variou entre 18% e 29%, com os menores índices registrados na sexta-feira (21) e no sábado (22).

Apesar da baixa umidade, Palmas permanece entre os níveis de Normalidade e Mobilização previstos no Plano de Contingência. Até o momento, segundo o levantamento, não foi necessário acionar os estágios de Alerta ou Emergência.

Asma lidera atendimentos

Dos 213 atendimentos relacionados a doenças respiratórias registrados na semana, 94 foram por asma. O número representa uma pequena queda em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 221 casos.

Também aparecem entre os principais registros alergias ou reações alérgicas não especificadas, com 37 atendimentos, e outras rinites alérgicas sazonais, com 27 casos.

O tempo seco, associado às altas temperaturas, poeira e fumaça, pode favorecer irritações nas vias respiratórias e agravar quadros de asma, rinite e bronquite.

Outros impactos da estiagem

O boletim também acompanha outros problemas relacionados ao período de seca. As notificações de arboviroses permaneceram em 199 registros, enquanto os acidentes com animais peçonhentos passaram de nove para 11 casos.

A temperatura média ficou praticamente estável, de 29,9°C para 29,8°C. Já a umidade relativa média aumentou de 37,3% para 42%.

Semus reforça recomendações

Diante da baixa umidade, a Semus orienta a população a beber bastante água, evitar exposição prolongada ao sol e reduzir atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h.

A recomendação inclui manter os ambientes ventilados e evitar queimadas e a queima de resíduos. Em períodos de maior concentração de fumaça, a orientação é manter portas e janelas fechadas.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados.

Em caso de dificuldade para respirar, dor no peito, tontura, sinais de desidratação ou exaustão provocada pelo calor, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde.

Fonte: Jornal Sou de Palmas

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